Poeta-Padrão


Para Drummond...

Era funcionário público...
Com todas as características,
Era padrão...
Padronizado e padronizante
Era burocrático...
Pontual, batia o cartão!
Quebrava regras... da escrita.
Era o mundo! Era comedido...
Era o novo do típico.
Funcionário público da escrita!
Porém, sua escrita pública não era funcionária
O subjetivo era o seu ponto.
Inovadora, transformadora, desvela o mundo!
O mundo de um Raimundo,
Funcionário comedido...poeta fenomenal.
Primeiro e único poeta-padrão do Brasil.

Comentários

Anônimo disse…
Este poema é de 2003. É uma homenagem minha ao poeta Carlos Drummond de Andrade.
Carlos Kramer disse…
Se eu fosse o Carlos Drummond eu ficaria muito feliz com essa homenagem. O poema é muito bom, sobretudo num país onde o sonho de 90% dos letrados é virar funcionário público ou político.

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