A Lua

As nuvens negras encobrem a triste lua,
Que, em noites frias, ela vela meu corpo.
Meu corpo, que em dias quentes, ela cultua.

Seu corpo escultural, de musa semi nua,
Reviveu e encheu de vida um anjo torto,
Que agora, em sua atmosfera, flutua.

E o brilho alvo de sua pele crua,
Reflete, deixando meu corpo pálido, como um morto;
Encantado, fiquei deitado em plena rua.

E a pálida atmosfera, antes toda sua,
Agora a ela estou preso. Antes me tivesse roto!
E então, passei a maldizer-lhe. Oh! Formosa lua!

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