Neblina
A tristeza assola o mundo frio e tenso
As bactérias devoram os corpos mortos
Tudo está ermo, a noite surge nebulosa
Entre a palidez da lua, o uivo do lobo ecoa
Ecoa por entre os ouvidos dos homens
Que vivem a vida pela madrugada fria.
Sombras habitam becos escuros e sujos
Flores fenecem, e demônios agradecem
Opondo-se a orações de fervor e lamentos
O silêncio incomoda os ouvidos do mundo
Ecoando pelas cidades gritos estrondosos
De donzelas violentadas e prostituídas.
O fogo-fátuo ilumina a noite dos trópicos
E no velho mundo a noite implícita desejos
De consumir donzelas mortas e irmãs
O prazer e a volúpia surgidos da noite quente.
E pessoas que velam copos, velam mortos
Vivos moribundos alcovitados em leitos
Doenças incuráveis, notícias lutuosas
Juntam-se aos deleites de delírios febris
De prostitutas, de homossexuais infelizes.
Velas que iluminam os quartos de donzelos
Que ficam insones, pensando em seus amores
A malandragem, que acorda durante a noite
E igrejas satânicas que invocam demônios
E nós, poetas? ... Bebemos... Choramos...
Lamentamos... Fumamos... E escrevemos
Vivemos na noite, relatando fatos em poemas
Embriagamo-nos nos deleites e amores alheios
E solitários, vivemos a infelicidade do tédio
Da angústia, do amor, para poetizar nossas dores.
As bactérias devoram os corpos mortos
Tudo está ermo, a noite surge nebulosa
Entre a palidez da lua, o uivo do lobo ecoa
Ecoa por entre os ouvidos dos homens
Que vivem a vida pela madrugada fria.
Sombras habitam becos escuros e sujos
Flores fenecem, e demônios agradecem
Opondo-se a orações de fervor e lamentos
O silêncio incomoda os ouvidos do mundo
Ecoando pelas cidades gritos estrondosos
De donzelas violentadas e prostituídas.
O fogo-fátuo ilumina a noite dos trópicos
E no velho mundo a noite implícita desejos
De consumir donzelas mortas e irmãs
O prazer e a volúpia surgidos da noite quente.
E pessoas que velam copos, velam mortos
Vivos moribundos alcovitados em leitos
Doenças incuráveis, notícias lutuosas
Juntam-se aos deleites de delírios febris
De prostitutas, de homossexuais infelizes.
Velas que iluminam os quartos de donzelos
Que ficam insones, pensando em seus amores
A malandragem, que acorda durante a noite
E igrejas satânicas que invocam demônios
E nós, poetas? ... Bebemos... Choramos...
Lamentamos... Fumamos... E escrevemos
Vivemos na noite, relatando fatos em poemas
Embriagamo-nos nos deleites e amores alheios
E solitários, vivemos a infelicidade do tédio
Da angústia, do amor, para poetizar nossas dores.
Comentários
Foi, sem dúvida, uma das melhores coisas suas que já li. Chocante, surpreendente e belo; triste mas belo. Parabéns e continue nos presenteando com seus poemas.
Qualquer dia colo ele no meu blog.