Devaneios

Poesia do último dos poetas ultra-românticos.

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Local: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Amanhecer


O chão reflete o brilho do sol

O sol penetra pela janela

Como o amante que penetra em sua donzela

Ilumina a sala escura e nebulosa

Atingindo aos olhos de quem nela dorme. . .

Depois de uma noite fria,

O sol esquenta o corpo morto

Que teve seu último prazer.

A donzela ainda dorme em seu leito

E um corpo descansa no chão, na lousa;

Aquela noite, talvez tenha sido fatal

Mas, quem resistiria àquela donzela sensual?

E depois do prazer, veio o punhal. . .

Cravado em seu coração. . . Em seu peito!

O sangue escorre pelo chão da alcova

E a donzela, cansada, deita-se para dormir

Quando então, o sol começou a surgir.